Martin Popoff diz que Metallica irrita fãs com “Síndrome do Iron Maiden”


 

O canadense Martin Popoff é considerado um dos escritores mais prolíficos quando o assunto é rock e heavy metal. Ao longo da carreira, publicou obras dedicadas a grandes nomes do gênero, como Iron Maiden, Rush, Judas Priest, Black Sabbath, Saxon, Nazareth e Van Halen, entre muitos outros.

Recentemente, Popoff participou de uma entrevista ao canal Booked On Rock para falar sobre seu novo livro, Metallica: Album by Album. A obra analisa os trabalhos de estúdio lançados pelo Metallica ao longo de sua trajetória, passando pelas diferentes formações que marcaram a história da banda, incluindo James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett, Cliff Burton, Jason Newsted e Robert Trujillo.

Durante a conversa, o escritor também avaliou a atual fase do Metallica e destacou a forte presença do thrash metal nas composições mais recentes do grupo.

“Nesse momento, eles voltaram a ser uma banda de thrash bem pura. Nesse gênero, eles estão simplesmente provando que são os músicos mais talentosos e os melhores compositores de riffs”, afirmou Popoff.

Na avaliação do escritor, Dave Mustaine, do Megadeth, também se destaca quando o assunto é criação de riffs. Popoff citou ainda os trabalhos mais recentes do Megadeth como exemplos de produções de thrash metal em alto nível.

Comparação com o Iron Maiden

Em outro momento da entrevista, Martin Popoff comparou a maneira como Metallica e Iron Maiden trabalham suas composições. Segundo ele, o Metallica estaria incomodando parte dos fãs ao apostar cada vez mais em músicas extensas e repletas de ideias.

“Mas acho que o que eles estão provando é… Bem, eles estão irritando um pouco as pessoas com aquela história de ‘Síndrome do Iron Maiden’, com músicas longas demais”, declarou.

Popoff explicou que, apesar da extensão das músicas, o Metallica costuma apresentar diferentes ideias dentro de uma mesma composição. Para ele, essa característica diferencia o grupo do Iron Maiden em determinados aspectos de produção e construção musical.

“Enquanto o Iron Maiden pode ser bastante repetitivo e rudimentar na produção, nos riffs, em tudo, o Metallica, dentro dessas músicas longas, oferece muitas ideias novas e interessantes”, comentou.

Na sequência, porém, o escritor ponderou que justamente a grande quantidade de ideias pode acabar tendo um efeito negativo para parte do público.

“Só que talvez em excesso por música, isso acaba incomodando um pouco os fãs”, completou Popoff.

A análise coloca em debate uma característica cada vez mais presente na produção do Metallica: a utilização de músicas extensas, com diferentes mudanças e ideias ao longo das composições. Para Popoff, o recurso demonstra a capacidade criativa da banda, mas também pode dividir opiniões entre os fãs.