Max Cavalera conta o que os fãs ainda não entendem sobre sua saída do Sepultura em 1996


 

O vocalista e guitarrista Max Cavalera deixou o Sepultura no fim de 1996, após uma série de conflitos pessoais com os integrantes Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto Jr. (baixo) e Iggor Cavalera (bateria). A saída aconteceu justamente no auge da banda no cenário internacional, impulsionada pelo sucesso do álbum Roots.

Em entrevista recente à revista Metal Hammer, Max voltou a comentar o episódio e destacou um ponto que, segundo ele, ainda é mal compreendido pelos fãs: a situação envolvendo sua esposa e empresária, Gloria Cavalera.

“O que mais me incomoda é a história com a Gloria. Muita gente acha que ela foi demitida, mas isso não é verdade. O contrato dela apenas chegou ao fim. Ela fez coisas incríveis por nós, pelo Sepultura. Tudo o que conquistamos com ela… seria loucura querer substituí-la”, afirmou o músico.

Max também relembrou que, naquele momento, a banda vivia uma fase extremamente positiva. “Eu ainda não entendo, porque tudo estava indo tão bem. Os shows estavam crescendo cada vez mais. Só consigo imaginar onde poderíamos ter chegado se tivéssemos continuado juntos. Mas, de alguma forma, aquilo terminou”, refletiu.

Segundo ele, o desgaste na relação com os demais integrantes foi determinante para a decisão de seguir outro caminho. “Meu relacionamento com os outros caras desmoronou. Então pensei: ‘Chega, vou fazer minhas próprias coisas’. O que mais me incomoda é ver na internet que ela foi demitida por me proteger. Isso não passa de besteira”, completou.

Após sua saída do Sepultura, Max seguiu carreira à frente do Soulfly. Em outubro de 2025, a banda lançou seu 13º álbum de estúdio, Chama, pelo selo alemão Nuclear Blast Records.





Comentários

Postagens mais visitadas